PAPO FURADO by Jairo Lima
Banca do André Laurentino
Banca do Antonio Nahud Jr
Banca do Fernando Monteiro
Banca do François Silvestre
Banca do Geraldo Barboza de Oliveira Jr
Banca do Jairo Lima
Banca do Joca Souza Leão
Banca do José Carlos Poroca
Banca do Laélio Ferreira
Banca do Marcos Silva
Banca do Pietro Wagner
Banca do Ronald Guimarães
Banca da Sonia Bierbard
Banca da Yerma Magalhães
 

Poema orgânico
Sonia Bierbard

Eu
que não comungo
nas entranhas
eu
não sei
com quantas desistências
represarei
a palavra
líquida
não sei
de quantos eus
necessito para apenas
ser
e quando por fim
chegar a hora
com que voz
saudarei
minha chegada
eu
que não sei
em que corpo
estelar
romperá
o amanhecer
de
mim.

******

Pausa
Sônia Bierbard in Linguagem Submersa

Todas as horas se passaram
anoitecendo poemas

um estranhamento
inunda meu olhar
transbordando ausências:
momentaneamente
não sou
estendo no tempo
o passo inaugural

trago preso
um clarão desvairado
relâmpago desnudo
que liberta
o grito latejante

escuto o rumor ensangüentado
pelas vidas que perdi
levanto este corpo inútil
dou voz a este espasmo musical
e salvo-me
deste descompasso
que silencia o sonho

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